
O conflito no Oriente Médio entrou em um novo e perigoso capítulo nesta terça-feira (24). O Irã lançou mísseis e drones contra Israel e países do Golfo, marcando o 25º dia de confrontos intensos. A ofensiva ocorre mesmo após declarações do presidente Donald Trump sobre possíveis negociações para encerrar a guerra — informação que foi prontamente negada por Teerã, que acusou o líder americano de divulgar notícias falsas.
Do lado israelense, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu reforçou que não haverá recuo. Ignorando a fala do aliado, ele garantiu a continuidade das ofensivas contra alvos no Irã e no Líbano, deixando claro que a escalada ainda está longe do fim. Durante a madrugada, três ondas de mísseis iranianos atingiram o território israelense, com impactos registrados principalmente no norte do país.
A resposta foi imediata. Israel realizou bombardeios em áreas de Beirute, mirando posições do grupo Hezbollah. Um dos ataques atingiu um prédio residencial, deixando ao menos duas pessoas mortas, segundo autoridades locais. Ao mesmo tempo, a crise se espalhou pela região: o Kuwait registrou apagões após danos em linhas de energia, sirenes soaram no Bahrein e a Arábia Saudita afirmou ter interceptado 19 drones iranianos.
Enquanto isso, instalações energéticas também entraram na mira dos ataques. A agência Fars, ligada à Guarda Revolucionária iraniana, informou que estruturas de gás natural em Isfahan e um gasoduto estratégico foram atingidos. Ainda não há confirmação sobre os responsáveis, o que aumenta a incerteza e o risco de uma escalada ainda maior. O cenário segue instável, com múltiplos países envolvidos e sem sinais claros de trégua no horizonte.

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