
Uma madrugada marcada por medo e destruição colocou Israel em estado de alerta neste sábado (21). Mísseis balísticos disparados pelo Irã atingiram as cidades de Arad e Dimona, no sul do país, deixando dezenas de feridos e provocando uma resposta imediata do governo. O número oficial ainda está sendo consolidado, mas estimativas iniciais apontam mais de 100 vítimas, enquanto equipes de resgate seguem trabalhando intensamente nos locais atingidos.
Diante da escalada da crise, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu classificou o episódio como uma “noite muito difícil na batalha pelo nosso futuro”. Em comunicado, ele afirmou que Israel continuará a agir com firmeza: “Continuaremos a atacar nossos inimigos em todas as frentes com determinação”. O premiê também mobilizou ministérios e reforçou o apoio às cidades afetadas, após contato direto com autoridades locais.
Os impactos dos ataques foram severos. Em Arad, 71 pessoas ficaram feridas, incluindo casos graves e moderados, enquanto em Dimona o número ultrapassa 30 vítimas. Apesar dos sistemas de defesa aérea terem sido acionados, um dos mísseis não foi interceptado — situação que, segundo as forças israelenses, será investigada. Ainda assim, autoridades afirmam que o armamento utilizado não representa uma nova ameaça desconhecida.
Como reflexo imediato da insegurança, o governo suspendeu as aulas presenciais em todo o país, transferindo o ensino para o formato remoto. A decisão reforça o clima de cautela, enquanto a população é orientada a seguir rigorosamente as instruções de segurança. O cenário permanece instável, com Israel em prontidão máxima diante do risco de novos ataques.

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