O ministro do Supremo Tribunal Federal, Kassio Nunes Marques, confirmou neste sábado (4) que utilizou uma aeronave pertencente a uma empresa ligada ao banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master. Segundo o magistrado, no entanto, a viagem não teve qualquer irregularidade e foi organizada de forma privada.
De acordo com informações divulgadas inicialmente pelo O Estado de S. Paulo, o voo teria sido contratado pela advogada Camilla Ramos, que afirmou se tratar de um deslocamento particular, pago de maneira pessoal. Dados obtidos pela reportagem indicam que Nunes Marques e sua esposa embarcaram no terminal executivo do aeroporto de Brasília em novembro de 2025, acompanhados de outros passageiros.
O caso ganhou ainda mais repercussão por causa do contexto: poucos dias após o voo, Daniel Vorcaro foi preso pela Polícia Federal no âmbito da Operação Compliance Zero. Ele permaneceu detido por 11 dias antes de ser liberado mediante medidas cautelares.
Apesar da coincidência temporal, não há, até o momento, indicação formal de irregularidade envolvendo o ministro. Ainda assim, o episódio levanta questionamentos e chama atenção para a relação entre autoridades públicas e figuras do setor financeiro sob investigação, tema que costuma gerar forte debate no cenário político brasileiro.

Online 24 horas.
