
Dentro de um hangar discreto, próximo a uma rodovia e a um porto, embarcações futuristas chamam atenção. Com cascos de fibra de vidro e aparência semelhante a canoas gigantes pintadas em cinza naval, esses veículos aguardam a instalação de motores e sistemas avançados. Produzidos pela empresa britânica Kraken, esses barcos não tripulados representam uma nova geração de armas que promete transformar a guerra no mar.
O conceito já mostrou sua força no conflito envolvendo a Ucrânia, onde embarcações autônomas foram decisivas para afastar a frota da Rússia no Mar Negro. Desenvolvidos principalmente por forças especiais e serviços de segurança, esses drones marítimos provaram ser eficazes, baratos e difíceis de interceptar — um combo que está redefinindo estratégias militares ao redor do mundo.
Agora, com tensões crescendo entre Estados Unidos, Israel e Irã, essas embarcações podem ganhar ainda mais protagonismo. A própria Marinha americana já testou versões semelhantes no Golfo, enquanto países da OTAN avançam em projetos para monitorar e proteger infraestruturas críticas, como cabos submarinos.
Capazes de operar de forma autônoma ou controladas remotamente via satélite — inclusive por sistemas como o Starlink —, essas embarcações podem carregar desde câmeras e sensores até metralhadoras e explosivos suficientes para afundar grandes navios. Com relatos de uso recente até mesmo por forças ligadas ao Irã, fica claro: a guerra naval está entrando em uma nova era, mais tecnológica, precisa e, ao mesmo tempo, imprevisível.

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