O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta quinta-feira (2) a demissão da procuradora-geral Pam Bondi. A decisão surge em meio a rumores de insatisfação com a condução da divulgação de arquivos ligados ao caso do financista Jeffrey Epstein, que voltou ao centro do debate público.
Apesar da demissão, Trump adotou um tom elogioso em publicação na rede Truth Social, destacando a lealdade e o trabalho de Bondi durante sua gestão. Segundo ele, a agora ex-procuradora deverá migrar para o setor privado. No mesmo anúncio, o presidente indicou que o procurador-geral adjunto, Todd Blanche, assumirá o cargo de forma interina.
Aos 60 anos, Pam Bondi é considerada uma aliada próxima de Trump. Ela ganhou destaque nacional ao integrar a equipe de defesa do então presidente durante o processo de impeachment em 2020, além de apoiar seus esforços para contestar o resultado das eleições daquele ano. Antes de chegar ao comando do Departamento de Justiça em 2025, foi procuradora-geral da Flórida por dois mandatos, tornando-se a primeira mulher eleita para o cargo no estado.
Nos bastidores, especula-se que a saída também esteja ligada à frustração de Trump com a lentidão em ações contra críticos e adversários políticos. Ainda assim, o presidente reforçou publicamente sua admiração, afirmando que Bondi foi uma “patriota leal” e responsável por resultados expressivos no combate ao crime durante sua gestão.

