
O clima político em Brasília ganhou novos contornos com a leitura do relatório da CPMI, que inclui um pedido de prisão envolvendo Lulinha. O documento, com mais de 4 mil páginas, foi elaborado pelo relator Alfredo Gaspar, que justificou a medida alegando risco de fuga. Segundo ele, o empresário teria deixado o Brasil durante uma operação da Polícia Federal em abril de 2025.
No relatório, Gaspar sustenta que há indícios de participação de Lulinha em um suposto esquema de corrupção, apontando que ele teria integrado uma organização criminosa e se beneficiado de vantagens indevidas. A viagem a Madri, na época da operação, é citada como possível tentativa de evasão, reforçando o argumento apresentado pelo relator.
Nos bastidores, o Palácio do Planalto acompanha o caso de perto, mas avalia que a justificativa é frágil. Integrantes do governo afirmam que Lulinha reside na Espanha desde meados de 2025 por motivos profissionais e que, inclusive, esteve no Brasil entre dezembro e janeiro — período posterior ao citado como suposta fuga.
A leitura do relatório deve ser concluída e votada ainda hoje, aumentando a tensão política em torno do caso. Aliados do governo veem a movimentação como parte de uma estratégia política, enquanto a oposição tenta ampliar o impacto das acusações em um momento sensível do cenário nacional.

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