
Quase 8 mil pessoas morreram ou desapareceram em 2025 ao tentar atravessar rotas migratórias perigosas como o Mediterrâneo e o Chifre da África. O número, divulgado pela Organização Internacional para as Migrações (OIM), pode ser ainda maior. Segundo a agência ligada à Organização das Nações Unidas, cortes no financiamento humanitário prejudicaram tanto o socorro às vítimas quanto o monitoramento das mortes — o que significa que muitas tragédias sequer entram nas estatísticas oficiais.
Enquanto isso, as vias legais de migração estão cada vez mais restritas. Países da Europa, os Estados Unidos e outras regiões vêm reforçando fronteiras e investindo pesado em políticas de dissuasão. O efeito colateral é perverso: com menos alternativas seguras, mais pessoas acabam recorrendo a redes de contrabandistas e se expondo a travessias extremamente arriscadas por mar e por terra.
“A perda contínua de vidas nas rotas migratórias é uma falha global que não podemos aceitar como normal”, afirmou a diretora-geral da OIM, Amy Pope, em comunicado. O alerta reforça um dilema humanitário urgente: sem ampliar caminhos legais e seguros para migração, o mundo pode continuar assistindo — ano após ano — ao aumento de mortes que poderiam ser evitadas.

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