Faltam poucos dias para começar a organização do Imposto de Renda 2026 (ano-base 2025), e quem quer evitar dor de cabeça precisa agir agora. O prazo para empresas, bancos e corretoras liberarem os informes de rendimentos termina em 28 de fevereiro, e ter esses documentos em mãos antes da abertura do sistema, em 16 de março, é essencial para enviar a declaração cedo e aumentar as chances de receber a restituição nos primeiros lotes. O envio após 29 de maio gera multa mínima de R$ 165,74, podendo chegar a 20% do imposto devido, segundo regras da Receita Federal do Brasil.
Está obrigado a declarar em 2026 quem, em 2025, recebeu rendimentos tributáveis acima de R$ 60 mil; possuía bens superiores a R$ 800 mil até 31 de dezembro; realizou operações em bolsa ou vendeu ativos acima de R$ 40 mil; ou teve receita bruta rural superior a R$ 153.358,83. Apesar da nova faixa mensal de isenção de até R$ 5 mil anunciada para 2026, a declaração anual segue critérios próprios, que precisam ser observados com atenção.
Para evitar erros e cair na malha fina, é fundamental separar documentos como informe de rendimentos do empregador, extratos bancários com saldo exato em 31/12/2025, dados do Meu INSS (para aposentados e pensionistas), comprovantes de investimentos, IPTU de imóveis, documentos de veículos (com Renavam) e relatórios de criptoativos. Quem optar pelas deduções legais também deve guardar recibos de despesas médicas (sem limite de valor, mas com CPF do profissional), educação (com teto por dependente) e pensão alimentícia judicial.
Alguns pontos merecem atenção especial: o saldo bancário informado deve ser idêntico ao repassado pelos bancos ao Fisco; o CPF dos dependentes é obrigatório em qualquer idade; e quem entrega primeiro, usa a declaração pré-preenchida e escolhe restituição via PIX (chave CPF) costuma ter prioridade nos lotes. Este conteúdo é informativo e segue as normas vigentes até o momento, sendo recomendável consultar um contador em casos de dúvidas ou situações fiscais mais complexas.


