
Em meio à insatisfação de parte do PT com Rodrigo Pacheco (PSB), o senador tem dito a aliados que vai decidir pela candidatura ao governo de Minas Gerais até o final de maio.
Para que ele coloque o nome oficialmente na disputa, ele ainda aguarda uma sinalização do Palácio do Planalto, em especial do presidente Lula (PT).
Uma ala do PT tem descartado o nome de Pacheco como candidato no estado por entender que ele teria traído o governo e atuado contra Jorge Messias, no Senado. Uma das alternativas em estudo é apoiar o ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil (PDT).
Aliados do senador negam e dizem que ele está disposto a se candidatar, mas depende de movimentos internos e conversas com o presidente da República.
A principal sinalização seria uma reaproximação de Lula com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). A relação azedou após a rejeição ao nome de Messias para a vaga do STF (Supremo Tribunal Federal).
Integrantes do governo estão trabalhando, nos bastidores, para apaziguar a relação. Há previsão de um encontro entre os dois para a próxima semana.
Aliados dizem que a relação do Planalto com Alcolumbre é vista como fundamental para destravar a candidatura de Pacheco porque o presidente do Senado é, hoje, o principal aliado dele e pode trabalhar pelos próximos passos do senador mineiro.
Além disso, Pacheco quer levar o União Brasil junto na chapa, possivelmente com um nome para a vice do governo. E isso só vai acontecer se Alcolumbre e Lula fizerem as pazes.
Pacheco já disse a interlocutores que a decisão final será tomada em menos de 30 dias, pelo sim ou pelo não.

