Celebrado em 28 de abril, o Dia Nacional da Educação é mais do que uma data simbólica — é um convite à reflexão sobre o poder transformador do ensino. Poucos nomes representam tão bem essa ideia quanto Paulo Freire, cuja obra ultrapassou fronteiras e segue influenciando práticas educacionais ao redor do mundo.
Nascido em 1921, Freire ganhou destaque internacional ainda nos anos 1960 ao liderar uma experiência marcante de alfabetização em Angicos, no Rio Grande do Norte, onde ensinou centenas de trabalhadores rurais a ler e escrever em poucas horas de aula. Mais do que um método, ali nascia uma proposta inovadora: uma educação crítica, capaz de conectar aprendizado e realidade social.
Com o tempo, suas ideias ajudaram a consolidar a chamada pedagogia crítica, tornando-o um dos pensadores mais citados no campo educacional. Seu trabalho se expandiu para além do Brasil, com participação em projetos de alfabetização em países africanos como Guiné-Bissau, Angola e Cabo Verde, além de influenciar políticas públicas e pesquisas acadêmicas em diferentes continentes.
Décadas depois, o legado de Freire permanece vivo. Universidades, centros de pesquisa e educadores continuam se inspirando em seus princípios, que defendem uma educação humanizadora, democrática e voltada para a transformação social. Em tempos de desafios educacionais, revisitar seu pensamento é também repensar o futuro.

