
A crise política em Brasília ganhou um novo capítulo. Parlamentares da oposição na Câmara dos Deputados do Brasil anunciaram que vão protocolar um pedido de impeachment contra o ministro do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes. A iniciativa é liderada pelo deputado Gilberto Silva e surge após decisões recentes do magistrado envolvendo investigações sobre desinformação.
O estopim foi a solicitação de Gilmar para incluir o ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema, no chamado inquérito das fake news. A medida veio depois que Zema compartilhou nas redes sociais um vídeo com conteúdo manipulado, utilizando deep fakes para ironizar integrantes da Corte — prática que tem gerado crescente preocupação no meio político e jurídico.
Antes disso, o ministro já havia encaminhado uma representação ao colega Alexandre de Moraes, pedindo a apuração do caso. O vídeo em questão simulava uma conversa entre personagens que fariam referência aos ministros Dias Toffoli e o próprio Gilmar Mendes, abordando de forma satírica decisões envolvendo quebra de sigilo de uma empresa ligada ao magistrado.
A divulgação dos dados citados no vídeo havia sido autorizada pela Comissão Parlamentar de Inquérito do Crime Organizado. Agora, o episódio amplia o embate entre Judiciário e oposição, levantando discussões sobre os limites da liberdade de expressão, o uso de tecnologias como deep fake e o papel das instituições em meio à escalada de tensões políticas no país.

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