
Uma nova tensão diplomática começa a ganhar forma entre Brasil e Estados Unidos. O governo brasileiro ainda não recebeu uma comunicação oficial de Washington sobre a determinação para que o delegado da Polícia Federal, Marcelo Ivo de Carvalho, deixe o país. A ausência de notificação formal tem impedido uma resposta institucional mais direta, apesar da repercussão política do caso.
Nos bastidores, diplomatas apontam que manifestações em redes sociais — como a feita por um órgão ligado ao Departamento de Estado dos Estados Unidos — não substituem os canais oficiais. A publicação mencionou que estrangeiros não podem manipular o sistema migratório americano para contornar extradições, o que elevou o tom do episódio e aumentou o desgaste entre os dois países.
O delegado, que atuava na Polícia Federal do Brasil em cooperação com autoridades americanas na Flórida, foi associado à prisão de Alexandre Ramagem nos Estados Unidos. Diante disso, o governo brasileiro afirma estar aguardando esclarecimentos formais, destacando que a atuação do agente ocorre dentro de acordos bilaterais já estabelecidos.
A crise ganhou contornos mais amplos após declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que afirmou que o Brasil pode adotar medidas de reciprocidade caso haja abuso. Já o chanceler Mauro Vieira reforçou que o país aguarda uma posição oficial. O episódio surge em um momento sensível, poucos dias após os dois países anunciarem cooperação no combate ao crime organizado — mostrando como a diplomacia pode mudar de tom rapidamente.

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