
No extremo sul da Porto Seguro, um dos destinos mais emblemáticos do turismo brasileiro começa a escrever um novo capítulo. Conhecida por suas praias e vida noturna agitada, a cidade agora aposta em um reposicionamento estratégico baseado na sustentabilidade e no turismo regenerativo. A proposta vai além de preservar: busca transformar o impacto do turismo em algo positivo para a natureza, a cultura e as comunidades locais.
A mudança reflete um novo perfil de viajante, cada vez mais interessado em experiências autênticas e responsáveis. Segundo o secretário de Turismo e Cultura, Guto Jones, o destino precisava evoluir. Hoje, além dos roteiros tradicionais, Porto Seguro investe em vivências como observação de baleias, turismo rural, avistamento de aves e visitas a áreas preservadas como o Parque Nacional do Pau Brasil e o Parque Nacional do Monte Pascoal.
Outro destaque dessa nova fase é o protagonismo das comunidades locais. Regiões como Trancoso vêm fortalecendo iniciativas que conectam o turista à produção local, com alimentos cultivados na própria região e experiências mais imersivas. Espaços como o Almar Beach Club e o Suá exemplificam esse modelo ao integrar gastronomia, cultura e sustentabilidade, criando uma cadeia econômica mais justa e consciente.
A valorização dos povos originários também é peça central nesse processo. Com cerca de 29 aldeias indígenas, a região promove visitas responsáveis e eventos culturais como o Araguaxã, fortalecendo a identidade local. Alinhada às demandas globais — destacadas por Gabrielle Andrade, da Embratur —, Porto Seguro mostra que o futuro do turismo passa por responsabilidade e impacto positivo. Mais do que um destino de férias, a cidade quer ser um lugar para viver, aprender e regenerar.

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