Após anunciar medidas para conter os impactos econômicos da guerra no Oriente Médio, o governo de Luiz Inácio Lula da Silva agora volta suas atenções para um problema que pesa no bolso de milhões: o endividamento. A nova proposta em discussão busca criar uma espécie de “super renegociação”, reunindo diferentes dívidas das pessoas físicas em um único débito com condições mais favoráveis.
A iniciativa está sendo desenhada em conjunto com a equipe econômica, liderada pelo ministro Dario Durigan. A ideia é consolidar débitos como cartão de crédito e empréstimos pessoais em uma nova dívida, com juros reduzidos e possibilidade de descontos significativos no valor total — que, em alguns casos, podem chegar a até 80%.
Outro ponto central da proposta é simplificar o processo de renegociação, que será feito diretamente com os bancos. Para viabilizar os descontos e incentivar a adesão das instituições financeiras, o governo estuda utilizar recursos do Fundo de Garantia de Operações, oferecendo uma espécie de proteção caso haja inadimplência nas novas condições acordadas.
Com foco em brasileiros que recebem até três salários mínimos, o programa também surge em um contexto de pressão econômica e desafios políticos. A expectativa é aliviar o orçamento das famílias e evitar impactos maiores, como aumento da inflação e insatisfação popular, especialmente em um período sensível para o cenário eleitoral.

