
Após dias de tensão comercial, a China decidiu flexibilizar as exigências sobre a presença de ervas daninhas em carregamentos de soja do Brasil. A mudança veio depois que cerca de 20 navios brasileiros foram devolvidos por não atenderem ao critério rigoroso de “tolerância zero”, gerando preocupação no setor exportador.
De acordo com o Ministério da Agricultura do Brasil, autoridades chinesas reconheceram que é praticamente impossível garantir ausência total de sementes indesejadas na produção agrícola. Com isso, o país asiático aceitou rever a regra, permitindo a certificação das cargas mesmo com pequenas ocorrências — embora ainda sem um limite oficial definido.
A decisão traz alívio ao mercado, especialmente após impactos como a suspensão de embarques por empresas como a Cargill. Ainda assim, novas negociações devem definir parâmetros mais claros para o comércio, incluindo um possível protocolo sanitário específico entre os dois países.
Mesmo com o episódio, especialistas avaliam que o impacto nas exportações deve ser limitado. A China segue como principal destino da soja brasileira, responsável por cerca de 80% das compras, e a expectativa é de que o fluxo comercial se normalize com os ajustes nas regras.

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