A Rússia afirmou nesta terça-feira (17) que mantém uma “solidariedade inabalável” com Cuba após declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre a possibilidade de intervir no país caribenho. Sem citar diretamente o líder americano, o Ministério das Relações Exteriores russo demonstrou preocupação com a escalada das tensões e condenou qualquer tentativa de interferência em um Estado soberano.
Segundo Moscou, medidas como sanções e pressões econômicas contra Cuba são consideradas ilegais e prejudiciais. A Rússia também criticou o endurecimento das ações dos EUA, incluindo restrições ao fornecimento de petróleo, que vêm agravando a crise energética e econômica na ilha.
Além do posicionamento político, o governo russo afirmou que está em contato direto com a liderança cubana e pronto para oferecer apoio, inclusive financeiro. A relação entre os dois países é histórica, desde a revolução liderada por Fidel Castro em 1959, e segue sendo reforçada diante das dificuldades enfrentadas por Havana.
O cenário internacional permanece tenso, com os Estados Unidos pressionando por mudanças no governo cubano, liderado por Miguel Díaz-Canel, enquanto a Rússia defende o direito do país de decidir seu próprio futuro. A disputa geopolítica reacende um clima de rivalidade que lembra momentos marcantes da Guerra Fria e mantém o mundo em alerta.

