
O ex-ministro da Casa Civil José Dirceu afirmou que a região Sudeste será decisiva para a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em entrevista ao programa CNN 360°, ele destacou que a eleição presidencial deve ser definida principalmente nessa região do país e reconheceu que a disputa será equilibrada. Segundo Dirceu, o cenário eleitoral brasileiro costuma ser imprevisível, citando as eleições de 2014 e 2022 como exemplos de disputas apertadas.
Ao comentar o cenário em São Paulo, Dirceu tratou como certa a candidatura de Fernando Haddad ao governo estadual e a de Simone Tebet ao Senado. Para completar a composição política no estado, ele mencionou nomes como Marina Silva e Márcio França. O ex-ministro também defendeu a permanência do vice-presidente Geraldo Alckmin na chapa presidencial e avaliou que uma aliança ampla pode enfrentar em igualdade o atual governador Tarcísio de Freitas.
Dirceu também citou articulações em outros estados do Sudeste. Em Minas Gerais, mencionou negociações com Rodrigo Pacheco, Marília Campos e Alexandre Kalil. Já no Rio de Janeiro, ele apontou como base da campanha de Lula uma possível aliança com Eduardo Paes e a candidatura de Benedita da Silva ao Senado. Segundo o ex-ministro, essas composições podem garantir competitividade ao PT em toda a região.
Ao falar da oposição, Dirceu citou o senador Flávio Bolsonaro como possível adversário e afirmou que a disputa eleitoral representa projetos diferentes de país. Ele também comentou críticas da oposição ao Supremo Tribunal Federal (STF) e minimizou impactos políticos do caso envolvendo o Banco Master. Para o ex-ministro, o governo ainda tem base política e experiência para enfrentar a eleição em todo o Brasil e disputar o pleito em condições equilibradas.

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