A cidade de Ubá confirmou a primeira morte por leptospirose após as enchentes que atingiram o município no fim de fevereiro. Segundo a prefeitura, o caso foi confirmado após exame do tipo RT-qPCR, que detectou a presença da bactéria responsável pela doença. O episódio acendeu um alerta das autoridades de saúde para o risco de contaminação em áreas afetadas pelas cheias.
Atualmente, 41 casos suspeitos estão em investigação epidemiológica no município. As amostras foram enviadas para análise na Fundação Ezequiel Dias, em Belo Horizonte, enquanto os pacientes aguardam os resultados. Dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação indicam que 37 ocorrências já foram notificadas, e a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais afirma manter monitoramento constante da situação.
Para reforçar a resposta à emergência, o Governo de Minas Gerais anunciou R$ 8,3 milhões em recursos destinados ao município. O investimento inclui apoio à reorganização dos serviços de saúde e envio de novas câmaras frias para garantir o armazenamento adequado de medicamentos e vacinas. Além disso, um alerta epidemiológico foi divulgado para orientar profissionais de saúde e a população sobre prevenção e vigilância.
A Leptospirose é transmitida principalmente pelo contato com água ou lama contaminada pela urina de ratos, algo comum após enchentes. Entre os sintomas mais frequentes estão febre, dor de cabeça, dores musculares — especialmente nas panturrilhas — além de náuseas e mal-estar. As autoridades recomendam que moradores utilizem botas e luvas durante a limpeza de áreas alagadas, higienizem superfícies com água sanitária e procurem atendimento médico ao perceber qualquer sintoma suspeito.


