O fim de semana foi marcado por uma ofensiva coordenada de Estados Unidos e Israel contra o Irã, com bombardeios em Teerã e outras cidades estratégicas. Entre as vítimas estariam o líder supremo iraniano, Ali Khamenei, e integrantes da cúpula do regime. A resposta veio em seguida: mísseis e drones iranianos atingiram território israelense e também países que abrigam bases militares americanas, como Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia e Emirados Árabes Unidos. O conflito, que já era latente, agora entra em uma fase de imprevisibilidade.
A escalada acende um alerta direto para o Brasil. Segundo o Itamaraty, 52.545 brasileiros vivem nos países diretamente afetados — número que não inclui turistas. A maior comunidade está no Líbano (22 mil), seguida por Israel (14 mil) e Emirados Árabes Unidos (10.365). Ao todo, são 63.685 brasileiros espalhados pelo Oriente Médio. O governo brasileiro manifestou solidariedade às nações atingidas e defendeu a interrupção imediata das ações militares na região do Golfo.
Nos Emirados, um dos principais alvos da retaliação iraniana por abrigar bases com presença americana, a tensão já é sentida nas ruas — e dentro de casa.


