
O Oriente Médio vive mais um capítulo explosivo. Neste sábado (28), o Irã lançou ataques contra bases dos Estados Unidos no Golfo Pérsico, em resposta aos bombardeios coordenados por americanos e Israel contra Teerã e outras cidades iranianas. Segundo a agência Fars, houve explosões e sirenes de alerta no Catar, Kuwait, Bahrein, Jordânia e nos Emirados Árabes Unidos. Em Abu Dhabi, uma pessoa morreu, enquanto o aeroporto de Dubai suspendeu operações e companhias aéreas cancelaram voos para a região.
A ofensiva iraniana ocorre após declarações duras de Donald Trump e Benjamin Netanyahu, que afirmaram que o objetivo dos bombardeios era destruir o programa nuclear iraniano. Autoridades israelenses disseram ainda que o líder supremo Ali Khamenei e o presidente Masoud Pezeshkian estavam entre os alvos — embora os resultados da ação sigam incertos, segundo a Reuters. A Guarda Revolucionária do Irã declarou que todas as bases americanas na região são “alvos legítimos” e prometeu continuar a operação “implacavelmente”.
Com 19 bases militares espalhadas pelo Oriente Médio, os EUA mantêm a maior estrutura militar estrangeira da região. A maior delas é a de Al Udeid, no Catar, sede do comando regional americano e peça-chave da estratégia militar no Golfo. Washington gasta mais de US$ 70 bilhões por ano para sustentar suas instalações no exterior, com cerca de 230 mil militares destacados fora do território nacional. Diante da escalada e das ameaças de retaliação, aliados árabes temem uma guerra de grandes proporções — um conflito que pode redesenhar o equilíbrio geopolítico global.

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