O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, elevou o tom nesta quinta-feira (19) ao afirmar que o Irã tem dez dias para fechar um “acordo significativo” com Washington. Durante a reunião inaugural do chamado “Conselho da Paz”, Trump foi direto: se não houver entendimento, “coisas ruins acontecerão”. Segundo ele, os próximos dias serão decisivos — e os desdobramentos podem ir além da diplomacia.
Nos bastidores, o clima é de tensão crescente. A presença militar americana no Oriente Médio aumentou, e veículos como a CNN, a CBS, o The New York Times e o The Wall Street Journal noticiaram que Trump já teria recebido opções militares “projetadas para maximizar os danos”. Entre os cenários avaliados estaria até uma campanha direcionada contra lideranças políticas e militares iranianas. Apesar disso, o presidente ainda não tomou uma decisão final.
Paralelamente à escalada militar, Estados Unidos e Irã retomaram negociações sobre o programa nuclear iraniano, com mediação de Omã. Uma segunda rodada de conversas ocorreu em Genebra, e a Casa Branca classificou o avanço como “pequeno”, mas positivo. A porta-voz Karoline Leavitt afirmou que seria “muito sensato” o Irã fechar um acordo com o governo americano. Ainda assim, em publicação na rede Truth Social, Trump voltou a mencionar a possibilidade de usar bases estratégicas como Diego Garcia, nas Ilhas Chagos, em caso de confronto.
O cenário internacional também reage. O primeiro-ministro da Polônia, Donald Tusk, pediu que cidadãos poloneses deixem imediatamente o Irã, alertando que a chance de conflito armado é “muito real”. Enquanto o Pentágono reposiciona parte de seu efetivo por precaução, o mundo acompanha, apreensivo, a contagem regressiva de um ultimato que pode redefinir o equilíbrio no Oriente Médio.


