Dormir com o ar-condicionado ligado a noite inteira virou rotina em muitas cidades brasileiras, especialmente nas regiões mais quentes. O conforto térmico ajuda a melhorar o sono, mas a dúvida sempre aparece no fim do mês: quanto isso realmente custa? A resposta depende da potência do aparelho, da tecnologia (convencional ou inverter), do tempo de uso e da tarifa de energia da sua região.
Para calcular o consumo, basta considerar três pontos: potência em kWh, horas de uso por dia e valor do kWh cobrado pela concessionária. Um modelo de 9.000 BTUs consome, em média, 0,8 a 1,1 kWh por hora; já um de 12.000 BTUs fica entre 1,0 e 1,4 kWh por hora. Ligado por 8 horas diárias, um aparelho de 9.000 BTUs pode gerar gasto aproximado de R$ 216 por mês, enquanto o de 12.000 BTUs pode chegar perto de R$ 288, considerando tarifa de R$ 1,00 por kWh. Os valores variam conforme eficiência do equipamento e bandeiras tarifárias.
A tecnologia também faz diferença significativa. Modelos inverter ajustam o funcionamento do compressor e podem consumir de 30% a 60% menos energia em uso contínuo. Na prática, um aparelho que custaria cerca de R$ 280 mensais pode cair para algo entre R$ 160 e R$ 190 com a versão inverter. Em rotinas de 6 a 8 horas por noite, a economia pode chegar a até R$ 100 por mês em um único equipamento.
Além do tipo de aparelho, pequenos hábitos ajudam a manter o conforto sem sustos na fatura. Manter a temperatura entre 23°C e 26°C, usar modo “sleep” ou “eco”, evitar ajustes muito baixos (como 16°C), limpar os filtros regularmente e vedar bem o ambiente são medidas simples que reduzem o consumo. Com planejamento e uso consciente, dá para dormir no fresquinho sem transformar o ar-condicionado no vilão da conta de luz.


