Toda sexta-feira, o quadro #Extraordinários do Jornal das Dez, exibido na GloboNews e apresentado por Aline Midlej, revela histórias que transformam realidades. Entre elas está a trajetória inspiradora da bióloga Tatiana Sampaio, pesquisadora que há 25 anos fez uma descoberta promissora: uma proteína derivada da placenta com potencial para regenerar a medula espinhal.
A pesquisa, desenvolvida em parceria entre a Universidade Federal do Rio de Janeiro e o laboratório Cristália, já impactou vidas de forma concreta. Antes mesmo do registro oficial pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária, 18 brasileiros conseguiram na Justiça o direito de acessar o tratamento. Um movimento que mostra não apenas esperança, mas também a urgência de alternativas para quem vive com lesão medular.
Agora, a ciência avança para uma etapa decisiva: em março, começa a fase 1 dos estudos clínicos com autorização da Anvisa. Cinco pacientes com lesão medular receberão uma injeção única de polilaminina diretamente no interior da medula espinhal — uma aplicação intramedular. O foco inicial é comprovar a segurança do procedimento. Após a aplicação, o tratamento continua com fisioterapia intensiva, potencializando os resultados e abrindo caminho para futuras ampliações do estudo.
Mais do que um avanço científico, essa é uma história movida por propósito. Tatiana sonha alto: quer ver os estudos clínicos confirmarem a eficácia do tratamento, quer ver pacientes melhorando de fato e deseja expandir a terapia para pessoas com lesões crônicas. É ciência feita no Brasil, com rigor, coragem e esperança — mostrando que inovação também se escreve em português e pode transformar destinos.


